terça-feira, 25 de novembro de 2008

A caixa de marcha do câmbio manual

A caixa de marcha caracteriza-se por um conjunto de engrenagens dispostos em pares, onde cada par corresponde a uma marcha, com exceção da marcha a Ré que é composta de uma engrenagem auxiliar que reverte o movimento.

Sua finalidade é adequar ao carro a rotação do motor, através de um sistema de engrenagens que transmite para o eixo das rodas uma rotação diferente àquela do motor, ou quando necessário não transmite rotação nenhuma, mesmo com o carro ligado. Depois desta redução, ainda é feita pelo diferencial uma adequação final desta rotação antes de chegar às rodas.

Nesta caixa todos os pares de engrenagens permanecem engrenados sempre. A escolha de uma marcha movimenta um componente denominado luva de engate que fixa o par de engrenagens desejado aos eixos. Para evitar que o acoplamento danifique a luva ou a engrenagem, existe entre ambos anéis sincronizadores que agem por atrito, igualando as rotações entre a luva e a engrenagem.

A marcha à ré insere uma engrenagem intermediária responsável pela inversão da rotação. Geralmente não existem anéis sincronizadores para a marcha à ré, o que exige que o veículo esteja totalmente parado para o seu engrenamento, sob pena de danos às engrenagens.

O dispositivo que transforma o movimento da alavanca de mudanças em um efetivo movimento de engate das luvas é denominado trambulador. O seu acionamento pode ser por intermédio de travões ou cabos, este mais moderno garantindo acionamento mais suave e silencioso.

Em uma outra oportunidade explicaremos o funcionamento deste componente acoplado a outros no câmbio manual, e posteriormente no automático.

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