terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O conversor de torque

O Conversor de Torque é o componente primário para a transmissão de força do motor numa transmissão automática. O conversor é fixado por parafusos ao volante do motor, também conhecido como flexplate ou placa flexível, girando portanto à mesma velocidade do motor.


O conversor de torque executa quatro funções principais:
  1. Proporciona um acoplamento fluido para uma transferência de torque mais suave do motor para a transmissão.
  2. Multiplica o torque do motor, o que permite ao veículo obter desempenho adicional quando necessário.
  3. Provê uma ligação mecânica entre o motor e a transmissão quando necessário, eliminando desta maneira o acoplamento fluido, para aumentar a economia de combustível.
  4. Movimenta mecanicamente a bomba de óleo da transmissão
Acoplamento Fluido e Transferência de Força

O princípio do acoplamento fluido pode ser demonstrado com dois ventiladores. O ventilador ligado à tomada cria um fluxo de ar que atinge as pás do ventilador que está desligado. A força do fluxo de ar empurra as pás do ventilador desacoplado da tomada, criando desta maneira uma transferência de força de um ventilador para outro. O conversor de torque de uma transmissão automática utiliza este mesmo princípio, mas substitui o fluxo de ar pelo fluxo de um líquido ou fluido da transmissão. Lembre-se que o fluido da transmissão é encaminhado ao conversor de torque.


Os três componentes básicos do acoplamento fluido são a bomba, a turbina e a carcaça. A carcaça do conversor é o componente fixado por parafusos ao volante do motor. A carcaça é também soldada à bomba do conversor. Desta maneira, a carcaça e a bomba giram na mesma rotação do motor, recebendo a força necessária para iniciar um fluxo de força. A bomba possui palhetas soldadas em seu interior. Assim que a bomba começa a girar, a força centrífuga colhe o fluido em seu centro e o descarrega pelo lado externo da bomba.


O próximo elo no acoplamento é a turbina. O fluido, deixando o lado externo da bomba do conversor, atinge o lado externo da turbina. A turbina, similar à bomba, possui palhetas em seu interior. A força do fluido batendo nas palhetas da turbina faz com que a ela gire. O eixo de entrada da transmissão é ligado por meio de estrias à turbina e provê a força necessária às engrenagens da transmissão, por meio do movimento destes elementos.

O acoplamento fluido permite à transmissão permanecer com a marcha engatada e o carro com os freios aplicados e parado. Com os freios acionados, o eixo de entrada, os componentes da transmissão, o eixo de saída e a turbina estão parados. Contudo, por causa do acoplamento fluido, que é diferente do acoplamento mecânico, o volante do motor, conversor e bomba continuam a girar. Isto cria uma ação de tesoura com o fluido no acoplamento, entre a bomba e a turbina, o que aquece o fluido da transmissão. Calor em excesso pode danificar o conversor e a transmissão sendo o motivo de não se recomendar o “freio de torque”.

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